O Observatório dos Casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira nasceu muito antes de ter esse nome.
Nasceu nos ensaios de quadra, nas arquibancadas, nos olhares atentos de uma criança que, ainda no início dos anos 2000, descobriu a magia dos casais de mestre-sala e porta-bandeira ao ver Raphael Rodrigues e Rute Alves dançando na Vila Isabel.
Nasceu no encantamento, na curiosidade, no desejo de saber quem eram aqueles artistas que transformavam o pavilhão em poesia.
Sem acesso à internet, a memória era construída pela televisão, pelo coração e pela imaginação.
Mais tarde, esse amor reencontraria força nos ensaios da Inocentes de Belford Roxo, ao ver PC e Rosilane Queiroz dançando de perto, um momento que selou, para sempre, o vínculo com essa arte.
A dança, no entanto, nem sempre foi um caminho possível.
Mas o amor pela arte nunca deixou de existir.
Em 2016, esse sentimento ganhou forma com a criação da página Portas Bandeiras, que se tornou um espaço de homenagem, registro e proximidade com os artistas.
Em 2017 e 2018, o contato com a Escola de Mestre-Sala, Porta-Bandeira e Porta-Estandarte Manoel Dionísio aprofundou ainda mais esse vínculo, aproximando teoria, prática e vivência.
Foi na formação em Jornalismo que esse amor encontrou seu verdadeiro formato:
não apenas admirar, mas registrar, documentar, preservar e contar histórias.
Assim surgiu o Observatório dos Casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira:
Um espaço dedicado à memória, à valorização e à difusão dessa arte, que é um dos pilares do carnaval brasileiro.
O Observatório existe para que nenhum casal seja esquecido.
Para que trajetórias sejam registradas.
Para que o pavilhão continue a contar histórias.
Este projeto é dedicado à memória de Dona Silene, avó e primeira incentivadora, a Rosane, mãe e força que tornou o sonho possível e a todos os casais que, com generosidade, confiam suas histórias ao Observatório.