LIESA apresenta nova identidade visual Rio Carnaval 2027

A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (LIESA) apresentou, nesta quinta-feira (6), a nova identidade visual do Rio Carnaval 2027.

A arte chama atenção logo de primeira. Bonita, marcante e por que não dizer, com cara de estampa de produtos oficiais (fica a dica, liga). Mas, além da estética, a criação foi pensada para contar um pouco daquilo que envolve o Carnaval antes mesmo de a escola pisar na Avenida.

A nova identidade é construída a partir de seis conceitos: Cotidiano, Ensaios, Preparativos, Memórias, Onça e Uirapuru e Desfile.


Cada elemento representa uma parte dessa caminhada: a rotina de quem vive o samba, os encontros nos ensaios, a preparação para o grande momento, as memórias que atravessam gerações e, finalmente, o espetáculo na Marquês de Sapucaí.

É uma identidade que olha para o Carnaval não apenas como o resultado apresentado na Avenida, mas também para tudo aquilo que acontece até ele chegar lá.

Confira a seguir a explicação dos seis conceitos que formam a identidade visual do Rio Carnaval 2027.

𝑩𝒂𝒔𝒆 / 𝒄𝒐𝒕𝒊𝒅𝒊𝒂𝒏𝒐:
A base dessa obra não é o desfile. É uma senhora tricotando o Rio e esse tecido, no fim, vira a bandeira que abre a Avenida. Território e pertencimento começam no chão, com quem quase nunca aparece.

𝑬𝒏𝒔𝒂𝒊𝒐𝒔:
Antes da Avenida, tem barracão, suor e repetição. Bateria tocando, musa sambando, baiana rodando a saia. O Carnaval é ensaiado mais de mil vezes para acontecer somente uma.

𝑷𝒓𝒆𝒑𝒂𝒓𝒂𝒕𝒊𝒗𝒐𝒔:
Repara nos trançados feitos a quatro mãos, no instrumento que ganha afinação. O Carnaval é um gesto coletivo de cuidado. Ninguém faz isso sozinho.

𝑴𝒆𝒎𝒐𝒓𝒊𝒂 (𝒔𝒐𝒃𝒓𝒆 𝒂𝒔 𝒏𝒖𝒗𝒆𝒏𝒔):
Uma roda de samba de quem já se foi. Porque o Carnaval também guarda a memória de quem abriu caminho... e seguem tocando lá em cima.

𝑶𝒏𝒄𝒂 𝒆 𝒖𝒊𝒓𝒂𝒑𝒖𝒓𝒖:
Dois guardiões protegem esse território: a onça, que luta pelo seu espaço e o uirapuru, que marca o dele pelo canto. Assim também é o Rio: protege sua essência e faz dela canto.

𝑫𝒆𝒔𝒇𝒊𝒍𝒆:
No topo, tudo explode. Os personagens centrais dançam e vivem a festa diante do Arco da Apoteose. O ápice só existe por causa de tudo que vem embaixo.

Vitória M Cordeiro

Jornalista Especialista em Jornalismo Digital e Multiplataforma, Graduanda em Publicidade e Propaganda (6/8), fundadora do Observatório dos Casais. Viciada em filmes de gostos duvidosos e em séries curtas.

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