Grupo Especial contará com quinze escolas apenas em 2030

A proposta de ampliação do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro ganhou novos contornos após negociações recentes entre a prefeitura e a Liga Independente das Escolas de Samba (LIESA). Inicialmente ventilada pelo prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), a ideia previa a inclusão imediata de até 15 agremiações já nos próximos desfiles.
A ampliação do Grupo Especial acontecerá até 2030 | Foto: Thomas Reis
Entre as escolas cotadas para integrar o grupo principal estavam tradicionais nomes do samba carioca, como o Estácio de Sá, Império Serrano, União da Ilha do Governador e a Unidos de Padre Miguel. 

No entanto, após plenária realizada na Cidade do Samba Joãosinho Trinta na última quinta feira, 9, ficou definido que a ampliação ocorrerá de forma gradual. O encontro contou com a participação do prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Gabriel David, presidente da LIESA e representantes das doze escolas que compõem a elite do carnaval carioca.

Pelo acordo firmado, o Grupo Especial passará a ter 15 escolas apenas no carnaval de 2030. A transição terá início em 2027, quando o modelo de acesso e descenso será ajustado: uma escola será rebaixada, enquanto duas subirão da Série Ouro, ampliando gradualmente o número de participantes até atingir o total proposto. 

Segundo a LIESA, a mudança tem como objetivo permitir a adequação do regulamento, além de garantir melhores condições estruturais e operacionais para receber o novo formato. A administração municipal também assegura que o apoio financeiro às agremiações será mantido, com o intuito de preservar o alto nível competitivo e o espetáculo apresentado na Marquês de Sapucaí. 

A ampliação do Grupo Especial é vista como uma medida estratégica para valorizar mais escolas e ampliar a representatividade do carnaval carioca, ao mesmo tempo em que impõe novos desafios à organização e à dinâmica dos desfiles.
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