Sobre Nós

O Observatório dos Casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira é uma plataforma jornalística dedicada ao registro, à análise crítica e à valorização da arte dos casais que conduzem com maestria o pavilhão das escolas de samba.

Nosso compromisso é informar, documentar e aprofundar o debate sobre a atuação desses protagonistas do carnaval, unindo jornalismo cultural, pesquisa histórica e cobertura especializada. Produzimos reportagens, entrevistas, artigos, conteúdos audiovisuais e especiais que destacam a trajetória, os desafios e as conquistas dos mestres-salas e porta-bandeiras em diferentes contextos do samba.

Também atuamos na preservação dessa tradição, resgatando a memória e celebrando o legado dos casais que marcaram e marcam a história das escolas de samba. Através de iniciativas culturais e conteúdos de referência, buscamos contribuir para a valorização contínua desses ícones da cultura popular brasileira.

Vitória de Moraes – Fundadora


Vitória de Moraes, conhecida carinhosamente como Vi, é a fundadora do Observatório dos Casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira. Jornalista formada pela Unicarioca, atualmente cursa Publicidade e Propaganda na mesma instituição e é pós-graduada em Jornalismo Digital pela Anhanguera.

A paixão pela dança dos casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira nasceu ainda na infância, incentivada por sua avó materna, dona Silene, grande responsável por apresentar-lhe o universo do samba. Cresceu assistindo, pela televisão, a arte de casais que se tornaram seus ídolos: Claudinho e Selminha (Beija-Flor), Raphael e Rute (Vila Isabel) e Sidclei e Squel (Grande Rio).

Com o desejo de se aprofundar nessa tradição, participou por dois anos do Projeto de Mestre-Sala e Porta-Bandeira Manoel Dionísio, experiência que ampliou sua compreensão sobre a técnica e a história dessa arte.

No Observatório, Vitória atua como jornalista e repórter, cobrindo em tempo real apresentações, produzindo reportagens e análises, tanto de forma presencial quanto virtual. Importante destacar: enquanto o jornalista pode atuar como redator, editor ou âncora, o repórter é quem se dedica diretamente à cobertura imediata dos fatos — funções que Vitória desempenha com dedicação e paixão.

O Observatório dos Casais foi idealizado desde sua época de graduação em Jornalismo. Durante anos, talvez faltassem tempo e coragem para transformar o projeto em realidade, mas hoje ele se concretiza como fruto de sua trajetória, amor pelo samba e compromisso em valorizar a arte dos casais de pavilhão.

Carlos Costa – Repórter
Nasci em maio de 1992 e sou formado em Administração e Logística. Mas, antes de qualquer título acadêmico, carrego comigo um amor imenso pelo carnaval — uma paixão que vale muito mais do que qualquer linha no currículo.

Sou filho de Dona Rosângela, porta-bandeira, diretora de barracão e diretora de carnaval, que ao longo de 45 anos passou por diversas escolas paulistanas, como União Independente da Zona Sul, Nenê de Vila Matilde, Estrela do Terceiro Milênio, Império Lapeano e Unidos do Vale Encantado, entre tantas outras. Foi através dela que aprendi a amar o carnaval: ainda aos quatro anos, minha fala veio embalada pelo samba-enredo “Amazônia mãe, a dama do universo”, da X-9 Paulistana, no pré-carnaval de 1997.

Minha admiração cresceu vendo minha mãe girar e ostentar o pavilhão oficial da União Independente da Zona Sul, escola onde meu pai, Seu Afonso de Paula Santos — o Ticão, era presidente. Minha infância foi cercada por ensaios, plumas, tecidos, máquinas de cola quente e, claro, pavilhões. O fim de cada ano era mágico: via o mestre-sala cortejar sua porta-bandeira, que desfraldava o pavilhão com imponência, sorriso e leveza. Foi nesse ambiente, no Jabaquara, zona sul de São Paulo, que aprendi a amar o carnaval e a arte dos casais de pavilhão.

Aos 11 anos, recebi de meu pai uma responsabilidade imensa: ser guardião do primeiro casal da escola. Desde então, aprendi a vestir mestres-salas, ajustar costeiros, preparar saiotes, organizar plumas e pavões, ajudar porta-bandeiras e carregar o pavilhão com respeito, sempre no lado direito do peito. Entre os 11 e os 26 anos, vivi essa missão em várias agremiações, acolhendo e defendendo diferentes casais e bandeiras.

Ainda criança, também descobri outra paixão: o jornalismo. Passei a admirar e estudar profissionais da área, o que só fortaleceu o desejo de me tornar comunicador. Estar hoje no Observatório dos Casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira é mais do que um trabalho: é a realização de um sonho — meu, da minha mãe, do meu pai, do meu tio Jayme Keller, da minha madrinha Cecília, do meu padrinho Valdemir Vicente e de tantas pessoas que me apoiaram. Afinal, o sonho do carnaval nunca é individual, é sempre coletivo.

Ainda não sou jornalista formado — falta pouco — mas aqui sou antes de tudo sambista, apaixonado por informar, aprender e compartilhar conhecimento sobre o quesito que tanto admiro.

Junto dessa equipe maravilhosa, tenho o compromisso de mostrar o dia a dia daquilo que faz uma escola de samba existir: homens e mulheres que defendem o que há de mais sagrado em uma agremiação, seja em São Paulo, seja no Rio de Janeiro. 

Victória Vianna – Jornalista
Victória — ou simplesmente Vic — é jornalista formada pelo Centro Universitário FIAMFAAM desde 2021. Apaixonou-se pelo Carnaval de São Paulo por influência de sua mãe, que acompanha os desfiles desde a década de 1980.

Durante a graduação, realizou matérias sobre as escolas de samba paulistanas e, em 2022, teve a oportunidade de cobrir diretamente os desfiles oficiais no Sambódromo do Anhembi. Seu TCC e artigo científico, ambos dedicados ao samba paulistano, figuram entre suas maiores conquistas acadêmicas e pessoais.

Frequenta o Anhembi desde 2012 e, sem imaginar que sua trajetória se conectaria tão intensamente ao universo do samba, encontrou nesse espaço uma verdadeira paixão. Atualmente, integra a equipe do Observatório dos Casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, com foco especial na cobertura dos casais que defendem os pavilhões das escolas de samba de São Paulo.
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