Documentário sobre Squel Jorgea, porta-bandeira da Portela, estreia amanhã no Festival do Rio

A trajetória da porta-bandeira Squel Jorgea chega às telas com o documentário Squel – Confissões de uma Porta-Bandeira, dirigido por Celina Torrealba e Zeca Brito. A produção acompanha o retorno da artista à Marquês de Sapucaí para defender o pavilhão da Portela no Carnaval de 2024, após um período afastada da avenida.

Squel é desde 2024 a Primeira Porta-Bandeira da Portela | Foto: Divulgação da Escola

Selecionado para o Festival do Rio 2026, o filme estreia no dia 6 de outubro, às 19h, no Cinesystem Belas Artes Botafogo. A programação também conta com sessões nos dias 7 e 8 de outubro, no Cine Santa Teresa e na Estação Claro Rio, respectivamente.

A ideia do documentário surgiu a partir de uma proposta de Zeca Brito para Celina Torrealba. Naquele momento, Squel estava afastada do Carnaval e não planejava retornar à avenida. O projeto acompanhou diferentes momentos da rotina da porta-bandeira, entre Madureira, a quadra da Portela, a Marquês de Sapucaí, a concentração e os ensaios que antecederam o desfile de 2024.

O convite para retornar à Portela surgiu no sábado das campeãs do Carnaval de 2023 e passou a integrar a narrativa do filme. A produção também reúne pessoas que fizeram parte da trajetória da artista, entre elas o mestre-sala Marlon Lamar.

“Quando eles chegaram com o convite, relutei, não conseguia enxergar um motivo. Mas, com o tempo, eles mudaram a minha visão e me fizeram acreditar que a mulher negra, artista da cultura popular de maior expressão do nosso país, que mudou a sua vida e tornou-se o seu ofício, merecesse ser documentada”, afirma Squel.

O documentário também busca apresentar aspectos da vida da porta-bandeira que vão além da atuação na avenida, acompanhando sua rotina e os caminhos percorridos até transformar o samba em profissão.

“Ao meu ver, é poder ver a mulher, por trás da magia que a porta-bandeira possui”, resume.

Squel ainda não assistiu ao documentário e será surpreendida pela primeira exibição. Para a artista, a expectativa está também na possibilidade de que o público conheça outras dimensões de sua história.

“Espero que enxerguem o ser humano, a mulher, a mãe, a filha, por trás da figura que tanto encanta, que é a da Porta-Bandeira”, afirma.

O filme é uma produção da Donna Features, com coprodução da Anti Filmes e os ingressos são vendidos através do site do Festival do Rio e do Ingresso.com

Vitória M Cordeiro

Jornalista Especialista em Jornalismo Digital e Multiplataforma, Graduanda em Publicidade e Propaganda (6/8), fundadora do Observatório dos Casais. Viciada em filmes de gostos duvidosos e em séries curtas.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem