Sobre o Observatório dos Casais de Mestre Sala e Porta Bandeira

O Observatório dos Casais de Mestre Sala e Porta Bandeira surgiu antes mesmo de se chamar Observatório, anteriormente, existia uma página Portas Bandeiras no Instagram lá em torno de 2016, no qual homenageava todos os casais de Mestre Sala e Porta Bandeira e era um local que sentia que poderia ficar mais próxima daqueles que sempre admirei pela televisão.


Mas de fato, talvez a página As Portas Bandeiras e o Observatório dos Casais tenham existido muito antes de 2016, mas especificamente na minha infância, quando minha avó materna, Dona Silene, que era moradora da terra de noel, morando no Boulevard 28 de Setembro, me levava, lá em torno do final 2005 para ver os ensaios da Vila Isabel e vi Raphael Rodrigues e Rute Alves dançar e  tinha o desejo de saber quem era eles. E como era uma criança nos anos 2000 sem acesso a internet, então, só soube quem era, pela televisão no carnaval, uns meses depois.

Meu sonho era ser parecida com as Porta Bandeiras que eu via pela televisão e internet, porém, minha mãe, dona Rosane, nunca tinha me apoiado sobre dança, sempre disse que não me daria futuro e minha antiga página era como se fosse um alento para meu coração.

Minha avó, a pessoa que apoiava meus sonhos da dança e que me levava nas escolas de samba faleceu em 2006, fiquei quase 2 anos sem ir numa escola, depois de muita insistência, aquela criança, moradora de Belford Roxo, conheceu a Inocentes de Belford Roxo e o amor sobre os casais de Porta Bandeira reascendeu, quando vi PC e Rosilane Queiroz dançarem na minha frente num ensaio de quadra. Foi mágico, nunca mais esqueci. Eu não sabia quem era os dois, mas pra mim era os maiores.

Em 2017, comecei a fazer o projeto na Escola de Mestre Sala, Porta Bandeira e Porta Estandarte Manoel Dionísio, permaneci até o ano de 2018 e ali foi o mais próximo que consegui chegar mas o meu amor sobre a arte de Mestre Sala e Porta Bandeira permanece eterno.

Fiquei somente um ano no projeto de Mestre Sala e Porta pois comecei a fazer faculdade de Jornalismo numa faculdade particular no Rio de Janeiro e não conseguia financeiramente arcar com os dois ao mesmo tempo, mas, prometi a mim mesma que quando me formasse iria ter um cantinho que pudesse falar sobre casais de Mestre Sala e Porta Bandeira, mesmo que fosse um site ou somente um instagram, com noticias, Mestres Salas e Porta Bandeiras Lendárias, que pudesse falar um pouco que sei. Quando pensei em voltar a dançar, já me senti velha demais para isso e foi ai que Observatório começou a entrar no meu coração e minha ideia de faculdade começou a ganhar forma.

Quando o Observatório começou a surgir no meu coração, minha mãe se tornou a ser uma das minhas maiores incentivadoras para que saísse do papel e se tornasse quem é hoje.

E estou aqui, 7 anos após dar entrada na faculdade, falando sobre os casais de Mestre Sala e Porta Bandeira. Ainda sou sozinha, sem ajuda de ninguém mas tentando ao máximo falar de todos os casais de Mestre Sala e Porta Bandeira pelo menos do Grupo Especial e da Série Ouro. Peço licença a todos que vieram antes para que possa falar por mais tempo sobre essa arte tão linda.

À minha avó Silene, de onde ela estiver, minha incentivadora na dança, de vida e quem me apresentou a arte de casais de Mestre Sala e Porta Bandeira, a minha mãe, Rosane, minha incentivadora para que o Observatório saísse do papel e que eu siga em frente com ele e a todos os casais que me dão liberdade e apoio para falar sobre suas histórias e carreira.

Em breve nos encontraremos pelos ensaios de Quadra, de Rua e Ensaios Técnicos.


Com amor, Vitória de Moraes Cordeiro, fundadora e editora

do Observatório dos Casais de Mestre Sala e Porta Bandeira 

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